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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Imbróglio jurídico: investigações do caso Edmar/Elson são paralisadas.

Foto:Reprodução/Anápolis Real.
Parece mentira, mas não é. Após uma ocorrência rara na história da Polícia Civil no Estado, as investigações das mortes dos empresários anapolinos Elson de Abreu e Edmar Almeida se tornou um imbróglio jurídico. De acordo com informações repassadas pela 3ª Regional de Polícia Civil de Anápolis, por meio do delegado Fábio Vilela, o caso está parado pelo fato de o Judiciário ter retirado, a pedido do Ministério Público, a competência da Delegacia de Silvânia para assumir o processo.

Ocorre que, ao tomar esta decisão, o judiciário deixou a investigação ‘órfã’ e não atribuiu a qualquer delegacia especializada, seja de Anápolis, Luziânia, Silvânia ou qualquer outra Comarca, a responsabilidades de continuar a coleta de provas, testemunhos e a recebimento dos laudos que ainda precisam ser realizados.
Para se ter uma ideia, nem mesmo o laudo de cadáver de Edmar Almeida foi concluído pelo IML de Anápolis. Agora, mesmo que seja concluído este laudo, nenhum delegado poderá ao menos abrir o documento, já que um juiz de Anápolis ainda não definiu com quem ficarão as investigações. O caso já foi protocolado no cartório do Fórum da cidade, mas não se tem ideia de que juiz será o tomador de decisões, nem quando o processo de escolha da delegacia responsável irá ocorrer.
O grande receio é que o caso seja remetido ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, o que poderia prolongar ainda mais o sofrimento das famílias, dada a morosidade do judiciário brasileiro.
Conforme elucidou Fábio Vilela, este é um caso de “declinação de competência”, que pode ocorrer quando não existe a exata noção de onde uma pessoa foi morta assassinada, a título de exemplo. No caso de Edmar e Elson, desde abril a competência já foi alterada pelo menos três vezes e o caso já passou na mão de aproximadamente cinco delegados, sem que uma resposta fosse dada às famílias, que querem saber o que está por trás da morte dos dois empresários, que possuíam uma união estável.
“Ainda não se sabe se o juiz (escolhido) vai acatar declinação de competência para Anápolis”, explicou o delegado responsável pela 3ª Regional da Polícia Civil, Fábio Vilela. Ou seja, pode ser que o processo passe novamente a ser investigado no município de Anápolis. “Até agora, nós não fomos cientificados”, explicou Vilela.
Alguns pedidos de provas e de oitivas de testemunhas de pessoas chave no processo que haviam sido feitos pelo delegado de Silvânia, Leonardo Sanches, último responsável pelo caso, já foram concluídos. “Não tem nem onde juntar isso. Não tenho nem para onde mandar”, explica o delegado Fábio Vilela. Um fato como este, ou seja, quando não se é determinada a competência para determinado caso, ocorreu, conforme explicou, apenas uma vez em seus 15 anos de carreira. “Aconteceu uma coisa que em praticamente 15 anos de polícia eu não vi acontecer”, relembrou.
Ele defende, entretanto, que o Judiciário não tomaria a decisão de prorrogar esta decisão caso não fosse realmente necessário. Ele pontua acreditar que em breve este caso já terá uma comarca responsável e o processo voltará a ter andamento. “Em tese, (o processo) não está tendo prejuízo”, reitera, pontuando que as provas já solicitadas até o momento continuam chegando e que, quando o judiciário definir a delegacia responsável, não terá havido atrasos nas investigações.

Famílias

O fato principal deste caso é que as famílias das vítimas querem uma resposta. Edmar Almeida e Elson de Abreu eram muito bem quistos na comunidade em que frequentavam e poucas pessoas acreditam que os dois possam ter tido uma briga no barco em que estavam, na região do Corumbá IV, onde foram mortos.
A situação é agravada pelo fato de nem mesmo o delegado regional Fábio Vilela poder abrir as provas. Ou seja, ninguém, a não ser o judiciário, pode lidar com os documentos e provas coletados. O corpo de Elson de Abreu foi encontrado no dia 24 de abril, em Águas Lindas. E Edmar Almeida foi encontrado morto no dia 4 de maio, na região de Silvânia.
Fonte:Reprodução/Anápolis Real.

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