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terça-feira, 11 de julho de 2017

Sexo oral sem camisinha está espalhando supergonorreia, diz OMS.


Doença desenvolveu resistência a antibióticos, alerta organização.





RIO - O hábito de fazer sexo oral sem camisinha está produzindo e disseminando uma forma perigosa de gonorreia, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a entidade, o tratamento da doença se tornou muito mais complexo, às vezes até impossível, porque a bacteria responsável está desenvolvendo resistência a antibióticos.
A organização adverte que a situação é "muito grave" e que é "apenas uma questão de tempo" antes de os antibióticos mais potentes usados contra a gonorreia se tornem obsoletos. Sexo oral sem preservativo, urbanização e globalização, além da precariedade na detectção da infecção e a infecção mal tratada contribuem para a disseminação da gonorreia.


— A bacteria que causa a gonorreia é particularmente esperta. Toda vez que tentamos uma nova classe de antibióticos para tratar a infecção, a bacteria evolui para resistir ao medicamento — explicou a médica Teodora Wi, especialista da OMS.
A organização coletou dados de 77 países e descobriu uma resistência generalizada a antibióticos velhos e baratos. Mas em alguns países, principalmente os de alta renda, estão sendo detectadas ocorrências de infecção intratável por qualquer antibiótico conhecido, até os de última geração. Até o momento, já foram confirmados três casos de gonorreia impossíveis de se tratar. No Japão, na França e na Espanha.
— Mas estes casos podem ser apenas a ponta do iceberg, porque os sistemas para diagnosticar e relatar infecções incuráveis são precários em países mais pobres, onde a gonorreia é, na verdade, até mais comum — disse a médica.




Imagem de laboratório mostra bactérias da espécie Neisseria gonorrhoeae - Wikicommons
Esta doença sexualmente transmissível (DST) pode infectar os órgãos genitais, o reto e a garganta. Para a OMS, a infecção na garganta é a mais preocupante. De acordo com Teodora Wi, quando uma pessoa está infectada com gonorreia na garganta e usa antibióticos para tratar uma simples dor de garganta, o encontro do medicamento com a bacteria Neisseria gonorrhoeae (que provoca a doença) pode resultar em uma resistência.
Complicações da gonorreia afetam mais as mulheres do que os homens. Entre essas sequelas estão a doença pélvica inflamatória, gravidez ectópica (quando o embirão se desenvolve fora do útero) e infertilidade, bem como um aumento do risco de infecção por HIV.
ESTRATÉGIA DE COMBATE
A gonorreia pode ser prevenida pela prática segura do sexo, em particular pelo uso correto da camisinha. Campanhas educacionais e informativas podem ajudar na prevenção e na identificação de sintomas da doença. Hoje, a falta de alerta do público, de treinamento dos funcionários da saúde pública e o estigma em torno de doenças sexualmente transmissíveis são barreiras para programas de controle.
No ano passado, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou meta de redução em 90% da incidência de gonorreia até 2030, mas os números recentes mostram um incremento no número de casos. No Reino Unido, o aumento foi de 11% entre 2014 e 2015 e, nos EUA, de 5% entre 2013 e 2015. Para isso, foi montada uma estratégia baseada em quatro componentes.

A "supergonorreia"
em números
Avanço de cepas resistentes preocupa
a Organização Mundial da Saúde
78 




milhões
CONTAMINADOS COM
GONORREIA POR ANO
35,2
milhões
Pacífico
Ocidental
11,4
milhões
Sudeste
Asiático
11,4
milhões
Região
Africana
11,0
milhões
Região das
Américas
4,7
milhões
Região da
Europa
4,5
milhões
Mediterrâneo
Oriental
Países relataram casos
de resistência à:


97%
CIPROFLOXACINA
81%
AZITROMICINA
66%
CEFALOSPORINA
Fonte: OMS


O principal é acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos. No momento, existem três drogas em estágio de testes clínicos. O segundo componente é avaliar o potencial das combinações de antibióticos já disponíveis no mercado. Além disso, os especialistas propõem a definição de doses fixas de combinações de medicamentos para o tratamento de todas as DSTs e o desenvolvimento de protocolos de diagnóstico e tratamento.
A ausência de sintomas em muitos casos favorece o desenvolvimento da supergonorreia. Em infecções anais, por exemplo, a doença geralmente é assintomática, e na garganta às vezes ela se manifesta como uma leve dor de garganta ou uma faringite. Com erro no diagnóstico, são receitados medicamentos ineficazes para combater a bactéria que acabam aumentando a sua resistência.
— Especificamente, nós precisamos de novos antibióticos, assim como testes de diagnóstico rápidos e precisos no serviço de saúde, que possam prever quais antibióticos irão funcionar naquela infecção particular — sugeriu o diretor da OMS Marc Sprenger. — E no longo prazo, uma vacina para prevenir a gonorreia.

Fonte:Reprodução/O GLOBO.

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