A Polícia Civil do Estado de Goiás, por meio da Delegacia de Polícia de Vianópolis, sob o comando do Delegado titular Dr. Kennet Andersson de Souza Carvalho, pertencente à 3ª Delegacia Regional de Polícia, cumpriu, na data de hoje, 04/11/2026, mandado de prisão preventiva contra um homem de 46 anos, investigado pela prática reiterada de descumprimento de medidas protetivas de urgência em favor de sua ex-companheira, de 70 anos.
As investigações tiveram início após a vítima comparecer à Delegacia de Polícia e relatar uma série de episódios de violência e desrespeito às medidas protetivas que estavam em vigor em seu favor.
Conforme apurado, nos dias 16, 17 e 18 de outubro de 2026, o investigado teria procurado reiteradamente a vítima, inclusive comparecendo à residência dela e à casa de sua irmã, mesmo ciente da existência das restrições judiciais impostas.
Em um dos episódios, ao retornar à própria residência para buscar roupas, a vítima encontrou a porta danificada e visualizou o investigado no interior do imóvel, que questionou o motivo de ela tê-lo deixado trancado no local.
No dia seguinte, o investigado voltou a procurar a vítima em sua residência, levando alimentos e solicitando uma bebida. Na ocasião, tentou ingressar no imóvel, mas foi impedido pela mulher, que determinou que ele se retirasse.
Já no terceiro episódio, o investigado compareceu à residência da irmã da vítima, procurando informações sobre seu paradeiro.
A investigação também identificou circunstâncias preocupantes, como a localização de um espeto de churrasco sobre a cama da vítima, objeto que foi apreendido pela unidade policial.
Os fatos foram corroborados pelo depoimento de uma testemunha, que confirmou episódios de aproximação indevida e a insistência do investigado em procurar a ex-companheira, apesar das medidas protetivas vigentes.
Diante da gravidade concreta das condutas, da reiteração dos descumprimentos e dos riscos à segurança da vítima e à instrução processual, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado. Após manifestação favorável do Ministério Público, o Poder Judiciário deferiu o pedido, que foi cumprido na data de hoje.
A prisão representa uma resposta institucional à violação reiterada de medidas protetivas de urgência e reforça a importância da atuação policial na prevenção do agravamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.
A Polícia Civil reforça que as medidas protetivas de urgência devem ser rigorosamente respeitadas. O descumprimento das determinações judiciais constitui crime e pode ensejar a decretação da prisão preventiva do agressor. Casos de violência doméstica devem ser denunciados às autoridades competentes.
PCGO: Investigar e Proteger.


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